As mais recentes tentativas de aproximação com secretarias de cultura, ministérios, etc. foram devastadoras para o meu psiquismo. As ingerências no processo de criação e tratativas indiferentes, por agentes arrivistas e politiqueiros, as deliberações entre pares mancomunados na espoliação da criatividade alheia, a lugubridade das relações de gostar e não gostar estabelecidas, fizeram-me mais doente.
São dias de depressão, tristeza, falta de objetivos, entrega ao vício, denotando profundo desespero em relação à própria existência. A vontade de morrer prepondera. Não existe sentido nessa pratica funesta de atrelar produção artística aos interesses de funcionários de carreira e contratados, bem como de gestores escolhidos por eleitos.
O proveito que tiro é reiterar a Arte só fazer sentido como terapia, sem necessidade de vender, trocar, mostrar ou receber aplausos. Muito menos, vaidosamente, ter o nome em publicações oficiais com logos e brasões. Abomino o governo, muito mais quando envolvido com produção artística.
A série "Sonhos", em processo, de desenhos inspirados em sonhos recentes, foi o caminho para reencontrar-me em meus propósitos.
(em processo, sem revisão)






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