segunda-feira, 29 de março de 2021

"O Irmão Gêmeo de Jesus Cristo: Aula Inaugural da Escola do Diabo". Do Monólogo Teatral "Contatos Parapsicológicos", de Maurício Menossi Flores.

 








ADVERTÊNCIA: O TEXTO A SEGUIR É DE CARÁTER ARTÍSTICO, NÃO TEMOS A INTENÇÃO DE FERIR CRENÇAS OU RELIGIÕES. 

O Irmão Gêmeo de Jesus Cristo

Há milênios e, aliás, passou-se a contar o tempo, para alguns, a partir dessa data, nasceu, dizem vários, em Belém, na Judeia, Jesus Cristo, filho de Deus.

Ora, para os ocultistas, tantristas e taoístas é impossível tamanha usurpação do conhecimento oculto e universal, pertencente aos animais, vegetais e minerais e, caso tivessem as rochas genes, se é que não têm algo equivalente, teríamos híbridos entre viventes e não viventes.

Tudo e nada são as faces da mesma moeda.

Como imaginar, então, Cristo e Deus tão imperfeitos e defeituosos diante, por exemplo, de mero computador a operar por zeros e uns?

Não falo dos infelizes, ocupados em se esconderem, que mal têm tempo em defender-se. Mas nós, seres livres, crentes no livre arbítrio, ao contrário de Bertrand Russell, depois de preso, devemos ignorar os limites impostos por alguém, pois esse alguém pode morrer ou ser vítima das fatalidades. Ou vamos pensar que as parcas deixaram de fiar só por que deixamos de nelas crer?

Assim, somente um gêmeo resolveria a questão.

É sabido por qualquer cabalista, vidente e paranormal serem dois os filos de Deus: Satã e Cristo.

Belo como Lúcifer e suas expansões não há. Guarda em si todas as formas já manifestadas e imanifestas. Contudo, arguto e arisco como Cristo...

Falamos da beleza de Lúcifer por ter nascido primeiro. Satã também é arguto e arisco, porém menos. Talvez em Cristo falte um pouco do brilho natural de Satã.

Cumpre deixar o mais claro isto, já que é novidade e todas as histórias falharam, por não respeitarem o pormenor essencial: são gêmeos.

O filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, foi sincero, contudo insuficiente, em resolver o imbróglio. 

Fica colocada a hipótese.

Voltemos, então, à época em que, por aqui, na Terra, andaram.

Confundidos a todo momento (viviam no mesmo lugar), Satã, de diversas maneiras, em várias oportunidades, propôs acordo a Cristo, a fim de melhor conciliarem as suas ideias, mas ele disse, sempre, não.

Irmão mais velho, soube perdoar ao caçula desmiolado, ao ser crucificado no lugar dele:

"- Pai, perdoa. Eles não sabem o que fazem!"

E Cristo anda receoso de voltar ao planeta nosso, depois de acovardar-se e deixar Satã morrer, inocentemente, em seu lugar.

A certeza de vitória para o justo, fez-me contar essa.

(Nina Ferraz, psicografia de Maurício Menossi Flores)

Em processo, sem revisão.     



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