O Movimento Anarquista, hoje, vai do jovem drogado e estereotipado, usando trajes típicos, adotando atitudes de rebelde sem causa, até o jovem doutor dando aulas em universidades e em escolas públicas. Contudo, todos têm algo em comum: o passadismo, a pregação pela briga com a polícia na rua, o incendiar, o pichar e o destruir. Não passa disso, aliás, a sua ação efetiva. Quando mais propositivos, criam comunidades, para viverem do próprio trabalho e do próprio esforço.
Mas há algo que chama a atenção. Esse combate do Estado Oficial, como resolvemos designar, usufruindo do próprio estado, transforma-se, por outro lado, em "pagação de pau" para o Estado Paralelo, aquele atrelado ao crime, embora, de alguma maneira, ambos se imbriquem.
Por um lado, evocam antigos teóricos e figuras lendárias, como Bakunin, Proudhon, Malatesta, Durruti, etc. Por outro, falam em traficantes de drogas e congêneres, como se eles fossem pessoas ávidas pelo bem estar social. Frequentam reuniões e lives, com palestrantes bastante eruditos, como se fossem mudar o mundo e, ao mesmo tempo, pancadões, como se fossem grandes guerrilheiros.
Aqueles que destoam desse acordo tácito, firmado por sorrisos e cumprimentos de simpatia, com frases de efeito e gritos de guerra, são tachados de nazistas, de infiltrados, de capachos. Não aceitam um anarquista sem se enquadrar no modelo pré-fabricado.
(em processo, sem revisão)

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