https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832019000100385
Quando ouvimos falar de uma igreja do diabo, sempre é em tom jocoso. Parece ser coisa de maluco ou de gente perversa, com intuito destrutivo ou de ganho financeiro. O que propomos é pura metáfora. "A Igreja do Diabo" conota algo terreno, material, atuante, não contemplativo. Opõe-se, assim, às igrejas "de Deus".
Mesmo correndo o risco de não sermos levados a sério, ou pior, sermos hostilizados, preferimos a denominação. O cômico pode ser, também, bastante educativo. Assumir certo descompromisso com o politicamente correto linguístico pode ser rebeldia sadia.
Machado de Assis, grande escritor brasileiro, tem um conto com o esse título. Vale a pena ler a respeito da "eterna contradição humana". Contradição que aceita pancadões, lixo espalhado pelas ruas, jovens aglomerados usando drogas irresponsavelmente, atraindo tudo que não presta para próximo de suas residências. No último caso, não se trata de cruzada contra o tráfico de entorpecentes: falamos da inconsequência de atos, aparentemente inocentes.
"A Igreja do Diabo" é tentativa de chamar atenção e pedir momento de reflexão. A elevação espiritual do povo brasileiro, para nós, só se dará com a mudança de mentalidade. E esses três pontos citados servem de paradigma. Cada um que encontro o barulho, a sujeira e a falta de educação dentro de si mesmos.
(em processo, sem revisão)


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