quinta-feira, 23 de março de 2023

"Transumano: A Nova Era da Poesia" É Poema em Prosa de Maurício Menossi Flores.

 



Transumano: A Nova Era da Poesia.

(em processo, sem revisão)

Nem sempre tem dor e, aí, é que ferra.
Falavam isso, os médicos.
Escrevo para mim mesmo, através de médium, a fim de transmitir meu pensar aos encarnados.
Seres encarnados com células animais. Embora, de luz, aqui vivamos. Mas o perispírito consegue absorver frequências especiais, bem próximas do próprio espírito.
Esses temas práticos agradam.
Na fé de Cristo formei-me. E por isso, respeito aos reveladores. São importantes da mesma maneira.
Sendo assim, posso utilizar minha atração por todas e criar imagens mais fantásticas.

Morri. E minha zoeira, pois sempre gostei de rir de mim mesmo e das inevitáveis tragédias humanas e de todos os viventes, embora, talvez, o grão de areia sofra.
Morri e a minha zoeira foi encomendar e pagar o meu próprio enterro.
Deixei explicado cada gasto. Nada de cair em golpes explorando a desgraça alheia. Não a cobiça, como o habitual.
Lembrei de peça de teatro. Procurarei reler.
Pena não nos lembrarmos de tudo. Serão as memorias transplantadas, no futuro, passíveis de melhorias, produzidas por interferências de medicamentos?
Tornar algo doença é bom pretexto para criar remédio.
Por que não algo benéfico?
Uma adoração à Morte, por considerá-la plena.

Sei ser vago. Tornei-me, por conveniência, por saber-me ignorante.
Vaidade me matava aos poucos. Eu não era feliz sendo vaidoso. Sentia-me burro e tinha certeza de estar certo.
Continuo na mesma. Lutando contra mim para transcender.
Foda-se! Caralho! Não fiz por mal! Não prejudiquei, porque deixei nas intenções.

Peso na consciência, pela displicência.
Agora, divago sobre as causas da minha inevitável morte.
Prematura? Programada?
Melhor.
Negligência útil.
Tal e qual o inocente útil. Laranja de mim mesmo. Já que tenho o dom...
Estou depreciando-me propositalmente. Claro! Que mais me faria melhor?
Preciso ser o que sou.
Quero o melhor para todos.

Pensei em criar dinâmica envolvendo outros na história. Escrever grande não ajudará a terminar logo. Ao contrário. Não é o número de folhas o importante.
Gostar de poemas é estratégia para não ser muito bruto, grosso.
Contudo, foi com grosseria que bolei um negócio legal para combater a minha propensão ao consumo.
Quis comprar livro usado. Estava em saco plástico. Quis abrir para checar. O vendedor negou. Deixei para lá.
Oras! Oras!
Pelo caminho vim colocando defeito em tudo para não comprar.
Queria tornar o médium rico, para ele se tratar e não morrer como eu.
Mas a preguiça e falta de talento são muitos.
Um conto curto não resolve o caso. Não dá para ele fazer cópias e sair vendendo, dizendo ser campanha para si mesmo. Ele não tem carisma algum.
Somos solitários.
Nossas existências são melancólicas. Quando morri, não virei borboleta. Pelo menos ainda não...

(Geraldine Torquelaz, psicografia de Maurício Menossi Flores)

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